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Esclarecimento do Município de Tomar sobre o acesso à Sinagoga

Em relação a uma notícia posta a circular sobre um alegado impedimento de rezar na Sinagoga a um grupo de judeus, o Município de Tomar vem esclarecer o seguinte:
 
- O edifício da Sinagoga de Tomar foi adquirido por Samuel Schwarz em 1923 e doado ao Estado Português, em 1939, com a condição de nele ser instalado um museu luso-hebraico, o que aconteceria após obras de adaptação em 1942 e 1943. Mais recentemente, o espaço foi alvo de uma profunda recuperação, que incluiu a criação de um núcleo interpretativo, aberto em 2019.
 
- Atualmente sob a tutela do Município de Tomar, a Sinagoga é, pois, um espaço museológico, o mais visitado da cidade a seguir ao Convento de Cristo. A sua abertura ao público é feita de terça-feira a domingo, através de vigilantes da empresa com quem foi contratualizado o serviço, presentemente a Caminhos da História, com sede nesta cidade.
 
- Não sendo na atualidade um espaço de culto, nunca foi negado a ninguém a possibilidade de ali rezar, dentro do horário de abertura e sempre com a salvaguarda de que poderia ocorrer a visita de turistas em simultâneo.
 
- Porém, sempre que solicitado previamente ao Município, a Sinagoga tem sido utilizada para cerimónias religiosas fora desses dias e horários, garantindo os serviços da autarquia ou, a pedido destes, a empresa contratualizada, a presença de funcionários para o efeito.
 
- No cumprimento da Constituição da República Portuguesa, o Município de Tomar promove a separação entre aquilo que é da esfera da política e da religião, mas defende, de igual modo, o direito de todos os cidadãos a expressarem os seus sentimentos religiosos, quaisquer que eles sejam.
 
- No caso concreto do Judaísmo, a edilidade tem um respeito profundo pelo mesmo, desde logo pela sua profunda relação histórica com Tomar, que faz deste concelho um daqueles em que a herança judaica é mais relevante em Portugal. Exemplo disso são as relações de proximidade que a cidade tem tido com Israel, bem como o investimento que tem sido feito na Sinagoga, cujo núcleo interpretativo, devemos sublinhar, mostra de forma clara a perseguição aqui sofrida pelos judeus no século XV, o que não deixa margem para dúvidas da posição do Município em relação ao assunto.
 
- Assim, vem o Município de Tomar reiterar que nunca teve, nem toleraria que alguém tivesse em seu nome, posições anti-semitas ou de discriminação de qualquer outra religião, povo ou etnia, e que, em relação à utilização por terceiros dos monumentos e espaços museológicos sob a sua tutela, seja para fins religiosos, cívicos ou culturais, devem os mesmos ser sempre solicitados com antecedência aos serviços de Turismo da autarquia.
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